Escrevi um livro, e agora?
Quando comecei a investigar sobre este tema apercebi-me da imensidão desta comunidade, tanto em Portugal como para além das nossas fronteiras, e espantou-me a falta de oportunidades e as dificuldades que um autor passa para encontrar um editor disposto a publicar.
Mencionei isto porque, as grandes editoras são, antes de tudo, grandes empresas e, principalmente em tempos de crise, inovar está fora de questão. Por isso, para todos os escritores desconhecidos pelo público em geral, que não pertençam a nenhuma família influente na nossa sociedade, publicar é uma missão quase impossível.
A internet e as novas tecnologias da informação, mais que mudar alguns modelos de negócios, provaram ser o nicho perfeito para o crescimento de novos e inovadores serviços. E ainda que Portugal tenha apenas copiado este tipo de empresa doutros países, não posso deixar de dar os meus parabéns aos empresários que se atreveram a dar uma oportunidade aos escritores principiantes.
Estas editoras oferecem os seus serviços através das suas páginas web. Ajudando também o autor principiante em todos os passos da publicação, desde a obtenção do código ISBN até ao processo de edição. Raramente se recusam a publicar alguma obra, basta que o autor envie o pdf e escolha a modalidade de negócio. É um tipo de publicação sem grandes riscos ou investimentos, uma vez que usam a estratégia de print-on-demand. O que significa que só se imprime uma cópia do livro quando esta é solicitada pelos compradores.
Abaixo apresento uma lista dessas editoras que têm mais relevo em Portugal.
Criada em Abril de 2009 e liderada por António Arriaga. Uma empresa familiar que promete apoiar o crescimento de novos autores portugueses.
Uma comunidade internacional fundada por Bob Young. Aqui a promoção das obras é mais dependente do próprio autor. Mas é a opção ideal para quem aspira passar além fronteiras.
Contudo, ainda é difícil ganhar algum dinheiro ou reconhecimento com este tipo de editoras. Muitos dos autores que usam este canal confessam-se descontentes pela falta de publicidade. No entanto quero aqui deixar uma ideia para um próximo post: com todas as ferramentas e redes sociais gratuitas que há disposição de qualquer um tornou-se mais fácil promover as nossas obras.
Espero em breve ser capaz de desenvolver todas as ideias e teorias que tenho sobre o uso da internet para promover a nossa própria imagem.
Quanto ao tema de hoje aguardo sugestões e críticas, porque só com diálogo é que terei a oportunidade de melhorar.















Gentil, corajoso e generoso ! E com um efeito encorajador para todos nós, obrigada e um abaraço !
Olá Sandra! Quando alguém se propõe a escrever um livro não é uma tarefa pequena. E implica que, à partida, temos algo importante para partilhar com o mundo.
Não devemos deixar que o mercado editorial seja o único a decidir aquilo que pode ou não chegar ao público final. As novas empresas de edição e publicação parecem estar a romper um pouco com o pensamento “antigo” que domina as maiores casas editoriais. E essa é uma revolução que devemos apoiar.
Um grande abraço