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	<title>A Revolução da Mente</title>
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	<description>ideias alternativas para inovar nos blogues, na escrita e na vida</description>
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		<title>A ilusão da falta de tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 10:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[falta de tempo]]></category>
		<category><![CDATA[stress]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas pessoas decidem viver a vida a contra-relógio. Tomam em mãos a difícil tarefa de dominar o seu tempo. Escusado será dizer que a maioria falha miseravelmente. Isto porque ignoram uma verdade básica: não podemos possuir o tempo, por isso, ele nunca nos pode faltar. créditos: anna gutermuth A falta de tempo é, muitas vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Algumas pessoas decidem viver a vida a contra-relógio. Tomam em mãos a difícil tarefa de dominar o seu tempo. Escusado será dizer que a maioria falha miseravelmente.</p>
<p>Isto porque ignoram uma verdade básica: <span style="color: #333399;"><strong>não podemos possuir o tempo, por isso, ele nunca nos pode faltar.</strong></span></p>
<h5 style="text-align: center;"><a href="http://www.arevolucaodamente.com/a-ilusao-da-falta-de-tempo/stressed/" rel="attachment wp-att-988"><img class="aligncenter size-full wp-image-988" title="stressed" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/10/stressed.jpg" alt="" width="576" height="384" /></a>créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/30549390@N06/4291739976/" target="_blank">anna gutermuth</a></h5>
<p>A falta de tempo é, muitas vezes, uma ilusão que nos esforçamos por manter. Para não termos que lidar com o medo de estar a desleixar uma parte importante da nossa vida.</p>
<p><span id="more-987"></span>E é esse medo que nos mantém dentro da nossa zona de conforto. Uma concha dura que nos isola de tudo, incluindo, de nós próprios.</p>
<p>Passamos o nosso dia a lidar com altos níveis de <em>“stress”</em>, e quando, finalmente temos um tempo para nós, desperdiçamos esse tempo em frente à televisão. Dizendo a nós próprios que merecemos descansar depois de um dia complicado.</p>
<p>Mas a verdade é que <span style="color: #333399;"><strong>a vida se torna um pouco mais vazia em dias assim.</strong></span> Pensamos que a televisão nos vai trazer de volta o equilíbrio depois de sobreviver a mais um dia no mundo da <em>super produtividade</em>. Mas a televisão faz pouco mais do que proporcionar uma zona neutra na qual não temos que pensar, lutar ou criar.</p>
<p>A televisão é o vácuo, o intervalo que podemos fazer entre o lado stressante e o lado positivo da nossa vida. E, por isso, por muito agradável que seja usar a televisão como escape, é preciso reconhecer que esse vácuo não pode substituir o positivo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #333399;"><strong>A síndrome da falta de tempo,</strong></span> que muitas vezes enfrentamos, exige um pouco de jogo de cintura. Exige olhar para a nossa rotina e decidir que actividades nos trarão mais felicidade a longo prazo. Com essa atitude poderemos reconhecer que a televisão representa a satisfação imediata que, por não exigir qualquer esforço da nossa parte, se torna numa satisfação fugaz.</p>
<p>O contrário de uma satisfação fugaz passa por perceber aquilo que queremos verdadeiramente. E comprometermo-nos a trabalhar nesse sonho quando o resto do “mundo” descansa.</p>
<p>E isso pode ser doloroso ao início, mas é, sem sombra de dúvida, algo que nos trará confiança e felicidade duradouras a longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Às vezes os nossos dias e problemas no trabalho parecem infinitos. Às vezes trabalhamos mais do que todos os outros, pensamos mais, estudamos mais, dedicamos mais de nós. E chegamos ao fim do dia vazios, como coragem e forças apenas para comer metade de uma refeição decente e encostarmos a cabeça na almofada.</p>
<p>E às vezes, trabalhar menos horas, ou dedicarmo-nos menos nem sempre é solução para a nossa falta de tempo. Porque, como estamos tão cegos na nossa frustração nem percebemos o tempo que gastamos em actividades inúteis. Não percebemos que 15minutos por dia de dedicação a uma actividade que nos deixa realmente orgulhosos de nós próprios é suficiente para equilibrar a nossa vida e resolver as nossas ansiedades.</p>
<p>Ou pelo menos, é isso que tenho vindo a aprender!</p>
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		<title>A liberdade de opinião e a intolerância</title>
		<link>http://www.arevolucaodamente.com/a-liberdade-de-opiniao-e-a-intolerancia/</link>
		<comments>http://www.arevolucaodamente.com/a-liberdade-de-opiniao-e-a-intolerancia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Oct 2011 16:05:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[intolerância]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Criar a nossa própria definição de sucesso e felicidade é libertador. De um momento para outro percebemos que não precisamos de um grande carro para sermos felizes. Que não precisamos de usar roupa de marca e jóias brilhantes para nos sentirmos bem connosco próprios. Mas, criar a nossa própria definição de felicidade é simples, basta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Criar a nossa própria definição de sucesso e felicidade é libertador.</p>
<p>De um momento para outro percebemos que não precisamos de um grande carro para sermos felizes. Que não precisamos de usar roupa de marca e jóias brilhantes para nos sentirmos bem connosco próprios.</p>
<p>Mas, criar a nossa própria definição de felicidade é simples, basta que arranjemos um tempo na nossa agenda para deixar a nossa mente voar. <strong>O complicado vem depois.</strong></p>
<address style="text-align: center;"><a href="http://www.arevolucaodamente.com/a-liberdade-de-opiniao-e-a-intolerancia/un-abrazo/" rel="attachment wp-att-977"><img class="aligncenter size-full wp-image-977" title="un abrazo" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/10/un-abrazo.jpg" alt="" width="576" height="385" /></a>Un abrazo | <a href="http://www.flickr.com/photos/41463627@N05/4880186476/" target="_blank">José Valiente</a></address>
<p>&nbsp;</p>
<p>Porque, no final do dia, somos todos humanos. E como seres humanos precisamos de outras pessoas para tornar a nossa vida mais real.</p>
<p><span id="more-976"></span></p>
<p>Quando criamos as nossas próprias regras damos oportunidade a nós próprios de perseguir os nossos sonhos, e não os sonhos dos outros. Contudo também abrimos as portas a<strong> confrontos e a intolerâncias</strong> quando tentamos impor a nossa ideia de felicidade àqueles que nos são mais próximos.</p>
<p>Criar as nossas próprias regras não nos livra de um mal fundamental: <strong>o julgamento.</strong></p>
<p>Porque, a partir desse momento passamos a ver o mundo de forma diferente e, por isso, esquecemos que a nossa visão de felicidade não é melhor nem pior do que a visão dos outros, é apenas diferente.</p>
<p>E como tal, <strong>não precisamos de livrar os outros dos seus próprios ideais.</strong> Porque cada pessoa tem direito a criar as suas próprias regras.</p>
<h3></h3>
<h3><span style="color: #333399;"><strong>Mas então, porque é que continuamos a assistir a discussões acesas entre pessoas com opiniões diferentes?</strong></span></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>É tudo uma questão de identidade.</p>
<p>Construímos a nossa identidade na relação com os outros. Procuramos, nos outros, formas de validar a nossa visão do mundo.<strong> E para fortalecer esses ideais chegamos a rejeitar outras formas de pensamento.</strong></p>
<p>E isso é uma forma de intolerância. Uma intolerância que passa despercebida, porque se tornou num comportamento vulgar nos dias que correm.</p>
<p>Essa intolerância nasce da falta de confiança que temos nas nossas opiniões e, fundamentalmente, na falta de confiança que temos na nossa própria identidade.</p>
<p>A falta de confiança nas nossas opiniões leva a que, quando alguém choca com a nossa noção da realidade, nos sintamos rejeitados. E a <strong>rejeição diminuiu ainda mais a nossa capacidade de confiar nos nossos ideais.</strong></p>
<p>Com isso a nossa sociedade tem-se tornado cada vez mais intolerante a diferentes visões do mundo. E quando ouvimos, não escutamos realmente. Apenas procuramos uma <strong>oportunidade para impor os nossos ideais</strong> sem considerar realmente que podem haver outras interpretações do mundo e da realidade.</p>
<p>Damos muitas vezes conselhos sem que as pessoas nos peçam. Erradamente, tentamos melhorar a vida dos outros dizendo-lhes que estão errados. E sempre que alguém desabafa as suas desventuras connosco desvalorizamos o seu sofrimento para impor o nosso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #333399;"><strong>E quantas vezes não começamos os nossos “conselhos” com o inevitável: “se eu fosse a ti…”?</strong></span></h3>
<p>Mas nós não somos os outros! Nós somos nós. E não é por calçarmos os sapatos de outras pessoas durante 5minutos que vamos ser capazes de resolver-lhes a vida. E é isso que torna a convivência com outras pessoas tão mágica.</p>
<p>Quando se trata de filosofias de vida não existe apenas o certo e o errado. Existe o diferente.<strong> E lá porque não partilhamos da opinião das outras pessoas não significa que não as possamos aceitar.</strong></p>
<p><strong>O nosso mundo não irá ruir se nos dispusermos a ouvir aquilo que os outros têm para dizer.</strong> Porque a filosofia de vida de cada um é algo que deve estar em constante evolução, acumulando a experiência própria e as experiências de outros.</p>
<p>Não podemos desvalorizar o conhecimento e opinião alheias só porque elas entram em confronto com as nossas. Porque quando não fazemos o esforço de aceitar opiniões diferentes estamos a desprezar a diversidade desta vida.</p>
<p>Estamos a desprezar de que existe um mundo inteiro, imenso, complexo e rico para além das nossas opiniões.</p>
<p>Negarmo-nos a escutar o diferente é o mesmo que deixar de evoluir. <span style="color: #333399;"><strong>E deixar de evoluir impede-nos de desfrutar da vida pleno…</strong></span></p>
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		<title>Como medes o teu sucesso?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 16:41:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Realização pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Conheces aquela sensação? Reencontrar velhos amigos, ter aquela típica conversa de quem está há anos sem falar, ficar a par das novidades. E, no meio de tudo isto, enquanto aquela pessoa te conta os seus sucessos, dás por ti a pensar: Mas que raios estou eu a fazer com a minha vida? Ali estás tu, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><strong>Conheces aquela sensação?</strong> Reencontrar velhos amigos, ter aquela típica conversa de quem está há anos sem falar, ficar a par das novidades. E, no meio de tudo isto, enquanto aquela pessoa te conta os seus sucessos, dás por ti a pensar:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Mas que raios estou eu a fazer com a minha vida?</em></p>
<p>Ali estás tu, a ouvir histórias magníficas, e tudo o consegues pensar é no pouco que podes contar para virar a balança a teu favor. A sensação de ser deixado para trás, de estar a comer a poeira do sucesso dos outros…</p>
<h5 style="text-align: center;"><a href="http://www.arevolucaodamente.com/como-medes-o-teu-sucesso/success/" rel="attachment wp-att-961"><img class="aligncenter size-full wp-image-961" title="success" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/08/success.jpg" alt="" width="576" height="378" /></a><em>Success</em> | créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/crartist/3787763226/" target="_blank">CR artist</a></h5>
<p>Uma ou outra vez somos confrontados com essa pergunta. E, muitas vezes, nem sequer precisamos de reencontrar velhos amigos bem-sucedidos para nos lembrarmos dela.</p>
<h2><strong><span id="more-959"></span><span style="color: #000080;">As duas caras do sucesso alheio</span></strong></h2>
<p>O sucesso dos outros pode ser tanto motivador como angustiante. Tudo depende de como encaramos a nossa vida.</p>
<p>Se sentirmos que estamos a dar o nosso melhor, todo o sucesso nos parecerá justo.</p>
<p>Se, pelo contrário, nos sentirmos estagnados, dependentes de um milagre ou de uma reviravolta do destino, é normal ficarmos deprimidos com o sucesso alheio.</p>
<p>Portanto, o que pensamos sobre o nosso percurso de vida define a forma como encaramos o sucesso dos outros. Tão simples quanto isso.</p>
<p>No entanto, o que sentimos sobre a nossa própria vida nem sempre corresponde à realidade. Porque, na maior parte das vezes medimos o nosso sucesso pelos parâmetros dos outros.</p>
<p>E isso pode ser esmagador para a nossa auto-confiança.</p>
<h2><span style="color: #000080;"><strong>Como medimos o nosso sucesso</strong></span></h2>
<p>O sucesso para aqueles que te rodeiam, e para a sociedade em geral, pode implicar:</p>
<ul>
<li>Ser rico,</li>
<li>Estar numa relação amorosa estável,</li>
<li>Ter uma posição influente numa grande empresa,</li>
<li>Ter um grande carro,</li>
<li>Uma piscina…</li>
</ul>
<p>E, a maior parte de nós apenas se preocupa em perpetuar esses ideais, sem nos perguntarmos sequer: <strong>preciso mesmo destas coisas para ser feliz?</strong></p>
<p>Ficamos até presos a um trabalho que nem sequer gostamos só para comprar coisas que simbolizam o sucesso. <strong>Só para que as outras pessoas o vejam e aprovem as nossas escolhas.</strong></p>
<p>E isso é ridículo. E é ainda mais ridículo a enormidade de pessoas que não se apercebe do ridículo que isso é.</p>
<p>O sucesso não é algo estático e objectivo. O sucesso é muito íntimo e pessoal.</p>
<p>E, para sermos felizes enquanto seres humanos, às vezes, temos simplesmente que dar um pontapé nos ideais de sucesso da sociedade e adoptar os nossos próprios ideais.</p>
<p>A felicidade passa por descobrir o que significa o sucesso para <span style="color: #000080;"><strong>NÓS</strong></span>. E seguir esses ideais, em vez de tentar perpetuar ideais que foram fabricados por campanhas de marketing.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Não te parece?</strong></span></p>
<div class="shr-publisher-959"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --> <img src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=959" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>1 ano de blogue e o dilema da falta de tempo</title>
		<link>http://www.arevolucaodamente.com/1-ano-de-blogue-e-o-dilema-da-falta-de-tempo/</link>
		<comments>http://www.arevolucaodamente.com/1-ano-de-blogue-e-o-dilema-da-falta-de-tempo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2011 10:00:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[pouco tempo livre]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[A consistência não é algo que eu pratique em excesso. Na verdade, esta não a primeira vez que tento manter um blogue. Mas é também verdade que “A Revolução da Mente” é, de longe, aquele que eu mantive por mais tempo. Fez no passado sábado, dia 16, um ano desde que comprei o domínio sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>A consistência não é algo que eu pratique em excesso. Na verdade, esta não a primeira vez que tento manter um blogue. Mas é também verdade que “A Revolução da Mente” é, de longe, aquele que eu mantive por mais tempo.</p>
<p><strong>Fez no passado sábado, dia 16, um ano desde que comprei o domínio sobre o qual escrevo.</strong> E apesar de ter passado muito tempo a pensar que tinha sido uma decisão idiota, agora acredito que foi uma boa jogada.</p>
<p>1 ano não é muito tempo. Mas é o suficiente para aprender algumas duras lições e alcançar algumas pequenas conquistas.</p>
<p>Umas lições e conquistas que, neste momento, se encontram num irritante <span style="color: #ff0000;"><em>stand-by</em></span>.</p>
<p>Algo que me deixa furiosa e mal-disposta.</p>
<p>Esta falta de dedicação ao blogue deve-se à minha nova rotina. Por causa do meu trabalho de investigação os meus dias têm sido caóticos, alguns deles dão comigo em louca. E acabam com uma Ana exausta a pensar se a vida há-de sempre assim.</p>
<h5 style="text-align: center;"><a href="http://www.arevolucaodamente.com/1-ano-de-blogue-e-o-dilema-da-falta-de-tempo/uh-oh/" rel="attachment wp-att-942"><img class="aligncenter size-full wp-image-942" title="Uh oh" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/07/Uh-oh.jpg" alt="" width="576" height="384" /></a>Uh oh | créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/foshydog/4233495655/" target="_blank">Allan Foster</a></h5>
<p>Contudo, no decorrer destes estranhos meses, percebi que às vezes as<strong> situações difíceis não estão lá para as evitarmos.</strong> Embora a tentação de fugir seja sempre muito grande.</p>
<p>As situações difíceis estão lá para nos fortalecerem, se estivermos dispostos a aprender com elas. Por muito <em>“cliqué”</em> e lamechas que pareça, não deixa de ser verdade.</p>
<p><span id="more-938"></span>Algumas dificuldades, principalmente as do mundo do trabalho, só nos dão vontade de arrumarmos as nossas tralhas, virar as costas e gritar ao mundo que <strong>não estamos para aturar estas porcarias.</strong></p>
<p><span style="color: #333399;"><strong>Porque somos pessoas especiais e merecemos melhor, certo?</strong></span> Pois, é certo. Mas esse tipo de mentalidade não é a mentalidade de quem conquista coisas importantes nesta vida.</p>
<p>Para <strong>sermos bons em algo temos que descer do nosso pedestal.</strong> E perceber que não só temos que aturar porcarias, como essas porcarias são essenciais para o nosso crescimento.</p>
<p>Claro que vivi longos dias cheia de irritação, indignação, frustração e outras coisas acabadas em “-ção” que não me lembro agora. Mas depois de passar por uma longa fase de “menina mimada a quem tiraram o brinquedo” &#8211; sendo o meu brinquedo o tempo livre que agora está a oscilar entre o pouco e o nenhum – acho que amadureci.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso é que hoje, 11 dias após o suposto aniversário do blogue, não me apetece gabar-me de glórias passadas e perder tempo a olhar para o que já ninguém se lembra.</p>
<p>O que quero com este post é partilhar aquilo que aprendi ao tentar manter este blogue com pouco tempo entre as mãos:</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #333399;">Não há atalhos na vida</span></h2>
<p><strong>O emprego ideal não existe.</strong> Seja ele dentro ou fora da internet. Vais ter dias maus, muitos, imensos. E vais culpar o teu chefe, teus colegas, clientes, fornecedores. Vais até culpar a economia, o governo e a mentalidade do país…</p>
<p>Não existe fim para a infinidade de coisas que podem estragar o teu bom humor e azedar a tua felicidade.</p>
<p>E trabalhar na internet não é o fim dessas coisas. É apenas o princípio de coisas diferentes, igualmente irritantes.</p>
<p>Por isso, o truque não é encontrar um atalho, nem encontrar o emprego ideal. O truque é aprender a superar as adversidades, sem fugir delas. É não fugir quando a situação fica negra, e aprender que, na maior parte das vezes, a resposta mais eficaz às adversidades é: <strong>esperar.</strong></p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #333399;">Apostar num sonho platónico pode ser uma péssima decisão</span></h2>
<p>Surpreendem-me as pessoas que desistem de tudo por causa de um sonho. Seja ele fotografar, escrever, desenhar.</p>
<p>Desistir de um emprego estável quando o futuro é incerto é, não só uma decisão arriscada como pode pôr em causa esse mesmo sonho.</p>
<p>Será que escreverias da mesma forma se o fizesses por dinheiro, em vez de o fazeres por prazer? Se houver a pressão de colocar a comida na mesa há um grande risco de, tanto a tua motivação como as tuas capacidades, deixarem de evoluir.</p>
<p>No fundo dar um passo arriscado cedo demais pode levar-te a um angustiante fracasso.</p>
<p>É por isso que eu prefiro ter sucesso daqui a 10anos ou mesmo 20anos, do que desistir do meu emprego por um talento que ainda precisa de muito trabalho.</p>
<p>Aprender a ganhar o nosso sustento é uma questão de dignidade humana. E os sonhos são óptimos para alegrar os nossos dias, mas só com o tempo (muito tempo) e com muito trabalho nos irão colocar comida na mesa.</p>
<p>A pergunta que tens que fazer a ti próprio é se as tuas capacidades estão maduras o suficiente para ganhares o teu sustento. Porque ficar dependente doutros é mau para a nossa auto-confiança. E uma auto-estima baixa é algo que se reflecte na qualidade do nosso trabalho.</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #333399;">Mais tempo não significa mais dedicação</span></h2>
<p>Cheguei a uma estranha conclusão nos últimos tempos:</p>
<p>Se eu não conseguir reunir a coragem para escrever com pouco tempo entre as mãos, é pouco provável que seja capaz de o fazer a tempo inteiro.</p>
<p>Mais tempo por dia nem sempre significa mais dedicação. O tempo que dedicamos a melhorar uma capacidade não se mede pelas horas que dedicamos num dia, mas pelo esforço constante e a longo prazo.</p>
<p>É como treinar um músculo. Não é por passares 4horas no ginásio que amanhã vais notar a diferença. É o esforço diário a médio prazo que te vai proporcionar os melhores resultados.</p>
<p>Desistir de um emprego estável (é verdade que quase nenhum emprego é estável nesta economia, mas percebes o que quero dizer) para ter mais tempo para trabalhar nos teus sonhos pode conduzir-te a um pesado fracasso. Principalmente se não tiveres nada mais palpável do que a tua determinação para te apoiar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1><span style="color: #333399;">Conclusão</span></h1>
<p>Mantêm o teu passatempo preferido vivo, se ele durar tempo suficiente, se sobreviver às tensões do mundo do trabalho e se a tua motivação se fortalecer, então aí, se quiseres podes largar tudo e dedicar-te apenas àquilo que mais amas.</p>
<p>Mas acredita que o sonho que amas pode não te trazer mais felicidade do que aquela que tens agora. Porque a relva do vizinho há-de ser sempre mais verde e o Sol será sempre mais agradável do outro lado. E vais ter sempre que aturar porcarias.</p>
<p>Mudar de país, mudar de emprego, mudar de look… nada disso resolve as tuas angústias. Nada. Lamento, mas é a verdade. Porque a mudança externa pode ser gratificante a curto prazo, mas, o mais provável é que se torne irrelevante depois de algum tempo.</p>
<p>Aprender a viver em paz com as coisas que nos angustiam é uma das bases para uma vida profissional feliz.</p>
<p>Vai existir sempre algo ou alguém que te angustie, que estrague os teus planos, que te leve à loucura. Todos acabamos por superar isso se convivermos com a origem da nossa angústia durante tempo suficiente.</p>
<p>Mas, o mais importante nem é a superação é mesmo aprender a ver o lado positivo das frustrações e usá-las para reforçar o nosso valor.</p>
<p>E é entre o superar o mau e o usar o mau para construir algo positivo que está a linha que divide os bons dos excelentes profissionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O teu trabalho também te deixa doido? Adorava ouvir mais sobre as tuas loucuras!</p>
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		<title>Nenhum sucesso vem sem espinhos</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 18:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Melhora a tua escrita]]></category>
		<category><![CDATA[Realização pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[aprender]]></category>
		<category><![CDATA[crescer]]></category>
		<category><![CDATA[melhorar]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos na época do politicamente correcto. Chegamos até ao cúmulo de etiquetar todos aqueles que criticam de cínicos e ignorantes. Quando, na verdade, os verdadeiros ignorantes são aqueles que deixaram de criticar. As críticas são uma parte importante do crescimento tanto dos artistas como dos empreendedores. Não falo daquele tipo de críticas que nos fazem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Vivemos na época do politicamente correcto.</p>
<p>Chegamos até ao cúmulo de etiquetar todos aqueles que criticam de <span style="color: #000080;"><strong>cínicos e ignorantes</strong></span>. Quando, na verdade, os verdadeiros ignorantes são aqueles que deixaram de criticar.</p>
<p>As críticas são uma parte importante do crescimento tanto dos artistas como dos empreendedores.</p>
<p>Não falo daquele tipo de críticas que nos fazem rolar os olhos pela sua <em><strong>óbvia infantilidade</strong></em>. Falo sobre aquele tipo de críticas que são <em><strong>difíceis de digerir</strong></em>. Que afectam o nosso equilibrio e nos mostram uma perspectiva completamente diferente das nossas capacidades e limites.</p>
<h5 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-928" href="http://www.arevolucaodamente.com/nenhum-sucesso-vem-sem-espinhos/light-sets-sail/"><img class="aligncenter size-full wp-image-928" title="light sets sail" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/07/light-sets-sail.jpg" alt="" width="576" height="384" /></a>Varanasi, Índia |créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/whltravel/5679513323/" target="_blank">whl.travel</a></h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro que nos dias que correm todos refreamos a nossa vontade de criticar. <span style="color: #000080;"><strong>Não poupando nos elogios e nos parabéns na esperança de cair das boas graças do nosso interlocutor.</strong></span></p>
<p>E esses elogios superficiais, que muitos nos largam na cara como se fosse um empréstimo que um dia planeiam cobrar, a largo prazo são<strong> devastores</strong>. Embora, no seu momento, sejam extremamente reconfortantes.</p>
<p><span id="more-926"></span>A ausência de críticas, no entanto, <strong>não é algo a celebrar</strong>. Porque sem críticas construtivas, partam elas dos outros ou de nós próprios, corremos o risco de parar de evoluir. Porque a crítica, ao contrário do elogio vazio, é dolorosa ao princípio e enriquecedora (e fortalecedora) a longo prazo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><strong>A evolução de um artista ou empreendedor</strong></span></h2>
<p>Quando iniciamos um projecto importante nas nossas vidas é normal que o nosso peito inche de orgulho e bravura. No início sentimo-nos reis, confiantes de que as nossas capacidades nos levarão longe, muito longe, <strong>onde nenhum ser humano jamais se atreveu a ir.</strong></p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>É a fase da paixão.</strong></span></h3>
<p>É nestas alturas que abundam os elogios vazios de quem apenas procura reconhecimento pelos seus próprios talentos.</p>
<p>É a lua-de-mel da nossa jornada, como escreve <a href="http://www.maassagency.com/" target="_blank">Donald Mass</a> no seu livro &#8220;The Breakout Novelist&#8221; (em <a href="http://www.amazon.com/gp/product/1582979901/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=arevoldamente-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217145&amp;creative=399373&amp;creativeASIN=1582979901">Amazon.com</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=arevoldamente-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1582979901&amp;camp=217145&amp;creative=399373" border="0" alt="" width="1" height="1" />ou em <a href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/1582979901/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=arevoldamente-21&amp;linkCode=as2&amp;camp=1634&amp;creative=6738&amp;creativeASIN=1582979901">Amazon.co.uk</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.co.uk/e/ir?t=arevoldamente-21&amp;l=as2&amp;o=2&amp;a=1582979901" border="0" alt="" width="1" height="1" />). Onde tudo nos parece assombrosamente possível e todos os nossos pequenos triunfos parecem extraordinários.</p>
<p>Esta fase acaba por passar.</p>
<p>Mais rápido para uns do que para outros. Mas uma coisa é certa: o encanto passa para todos.</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>Chegamos então à perda da inocência.</strong></span></h3>
<p>Uma grande e obscura parte na vida de qualquer artista ou empreendedor. Nesta fase o nosso sentido de identidade e de valor estilhaça-se em mil pedaços.</p>
<p>É uma quebra inrreversível e dolorosa.</p>
<p>Nesta fase o que é testado é<strong> a profundidade do nosso compromisso</strong>, mais do que o nosso talento. É uma prova de ferro, fogo, suor e lágrimas. E é aqui que os bravos se distinguem daqueles que apenas entraram no esquema procurando <em>status</em> e dinheiro.</p>
<p><strong>É uma fase de conflito.</strong> Em que a tua auto-confiança sofre um choque frontal com a realidade e descobres as falhas que tão habilmente soubeste evitar até este preciso momento.</p>
<p>Não preciso de explicar porque é que esta fase é dolorosa. Conheces a dor da rejeição tão bem como eu.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A primeira vez que a minha escrita foi triturada em praça pública fiquei devastada. Depois de dias a arrastar-me pela casa a lamber as minhas feridas, acabei por chegar à conclusão que a pessoa que me tinha criticado era um perfeito idiota.</p>
<p>Cheguei à conclusão que a minha escrita era fantástica e ninguém me iria convencer do contrário. Claro que esta foi a minha forma infantil de negar as evidências.</p>
<p>Esta atitude é o <strong>derradeiro esforço de auto-preservação do nosso ego. </strong>Mas, se as críticas continuarem a aparecer tornar-se-à cada vez difícil negar a realidade.</p>
<p>É neste momento que muitos artistas e escritores <span style="color: #000080;"><strong>regridem</strong></span> para dentro da sua concha. Passando a habitar num universo só seu, onde os seus talentos continuam a florescer protegidos do mundo exterior.</p>
<p>No entanto, embora muito apelativo, <span style="color: #000080;"><strong>o isolamento é a pior opção.</strong></span> Isso foi algo que vim a descobrir à muito pouco tempo.</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>A razão?</strong></span></h3>
<p>Alimentar a crença de que somos melhores que os outros e escondermo-nos de qualquer crítica torna-nos seres humanos egoístas.</p>
<p>E esse tipo de seres não têm nada de novo a acrescentar ao mundo. Se queres realmente fazer a diferença tens que aprender a sair da concha. No fundo tens que te tornar mais acessível e, com isso, <strong>mais vulnerável a críticas.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>Esta vulnerabilidade, mais uma vez, é dolorosa a curto prazo.</strong></span></h3>
<p>Mas a longo prazo é uma mais-valia.</p>
<p>Ficar fechados nas nossas conchas é algo que nos irá privar de valiosas lições.</p>
<p>Por isso a vulnerabilidade é essencial. E esta atitude perante as críticas implica muitas vezes aprofundar as feridas.</p>
<p>Eu explico melhor:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Uma pessoa que está disposta a aprender com as críticas, primeiro, tem que tornar-se vulnerável a elas e, segundo, tem que estar disposta a fazer perguntas dolorosas. E em vez de ficar pelo problema básico, deve tentar encontrar a raíz.</p>
<p>Isto implica, muitas vezes, enfrentar cara-a-cara os nossos críticos e perguntar directamente: &#8220;Exactamente, o que é que se passa de errado com a minha escrita?&#8221;</p>
<p>Depois dalgum tempo esta atitude traz bons frutos.</p>
<p>Crescer não é o mesmo que dar um passeio descontraído pela praia, aliás, <span style="color: #000080;"><strong>crescer assemelha-se mais a escalar uma montanha:</strong></span> há sempre o risco de cair, de nos magoarmos e de nunca sermos bem sucedidos. Mas se não tentarmos nunca vamos saber o que nos espera no topo dessa montanha.</p>
<p>Leva anos a subir essa montanha. Anos atingir <span style="color: #000080;"><strong>a maturidade.</strong></span></p>
<p>Mas é um caminho que vale a pena. Caso contrário passaremos o resto das nossas vidas a viver abaixo do nosso potencial.</p>
<p>Privando o mundo do nosso contributo e privando-nos a nós próprios de uma verdadeira e duradoura felicidade. Não te parece?</p>
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		<title>Dicas para os viajantes solitários</title>
		<link>http://www.arevolucaodamente.com/dicas-para-os-viajantes-solitarios/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 21:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Realização pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[viajar]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota: Escrevi a primeira versão deste artigo na passada quinta-feira, no parque do Retiro em Madrid, numa curtíssima viagem solitária que me deu muito que pensar. Para mim existem, indiscutivelmente, dois tipos essenciais de viagem: As viagens do tipo: “quero fugir da minha rotina e ir trabalhar para o bronze numa praia qualquer onde ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: center;"><em>Nota: Escrevi a primeira versão deste artigo na passada quinta-feira, no parque do Retiro em Madrid, numa curtíssima viagem solitária que me deu muito que pensar.</em></p>
<p>Para mim existem, indiscutivelmente, dois tipos essenciais de viagem:</p>
<ul>
<li>As viagens do tipo: <strong>“quero fugir da minha rotina e ir trabalhar para o bronze numa praia qualquer onde ninguém me possa encontrar”</strong></li>
<li>E as viagens do tipo:<strong> “à descoberta”</strong></li>
</ul>
<div id="attachment_900" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a rel="attachment wp-att-900" href="http://www.arevolucaodamente.com/dicas-para-os-viajantes-solitarios/dicas_viajantes/"><img class="size-full wp-image-900" title="dicas_viajantes" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/dicas_viajantes.jpg" alt="" width="560" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">A viagem, em rascunho | Imagem própria</p></div>
<p>Não quer dizer que as viagens do tipo “à descoberta” não possam servir de pretexto para fugir à rotina. No entanto, este último tipo de viagens costumam ser melhor planeadas e as expectativas de quem nelas embarca costumam ser muito superiores.</p>
<p><span id="more-896"></span>E, dependendo das expectativas e planos de cada um existem também vários tipos de turistas:</p>
<ul>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Os turistas tipo excursão,</strong></span><br />
Que, para onde quer que se virem estão sempre rodeados por uma multidão de gente em roupas confortáveis, chapéus e câmaras fotográficas.&nbsp;</p>
<p>Este tipo de turistas podem não ser os mais abundantes, mas chamam muito a atenção. Principalmente porque uma multidão em excursão é irritante como um bando de moscas e suscita nos outros uma vontade imensa de fugir…</li>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Os turistas tipo microondas,</strong></span><br />
Do género: Pões a comida no microondas, marcas dois minutos e já está! Estes turistas têm um objectivo muito simples em mente: ver o maior número de atracções no menor tempo possível.&nbsp;</p>
<p>Não digo que seja errado. Já dei por mim a viver esse tipo de situações. Alguns lugares são tão imensos e cheios de história que se torna quase impossível resistir à tentação.</p>
<p>O problema deste tipo de turismo é que acabamos por perder a melhor parte da experiência. Não temos qualquer ideia daquilo que estamos a ver, só sabemos que é um monumento conhecido e que agora teremos uma foto a provar que estivemos lá, em carne e osso. Mas continuamos a saber tanto sobre o lugar como sabíamos antes de termos posto lá os pés.</li>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Os turistas por vocação,</strong></span><br />
São turistas que demonstram um interesse genuíno pela história e cultura locais. Não se conformam com as rotas estabelecidas. É um tipo de turismo enriquecedor em que os turistas sabem encontrar o equilíbrio entre o tempo passado a conhecer o lugar e o tempo passado a viver o lugar.</li>
</ul>
<p>E depois, dentro destes dois últimos grupos de turistas podemos distinguir <strong>os que têm companhia dos solitários.</strong></p>
<p><strong>Os solitários ou marginais, não têm um grupo que lhes proporcione protecção. </strong>Não têm a companhia de amigos e, a maior parte das vezes, são mal encarados pelos outros tipos de turistas. Especialmente porque esses gostariam de ter tomates suficientes para se fazerem à estrada sozinhos…</p>
<p>E é para quem gostaria de experimentar (ou já experimentou) a viagem solitária “à descoberta” que eu desejo escrever.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong><span style="color: #000080;">Um bom motivo para ser um viajante solitário</span></strong></h2>
<p>Viajar é uma actividade rodeada por uma aura quase mística. Algo que a maior parte de nós, comuns mortais deseja, embora não saibamos bem porquê. <strong>Algo com que muitos sonham, mas poucos realizam.</strong></p>
<p>Isto porque viajar é aterrador. Se formos para um sítio “turístico” com grandes praias, buffets e serviço de quartos, sabemos com que contar. Esse tipo de turismo “turístico” é como um bálsamo de acção rápida para a nossa rotina e carreira esgotantes.</p>
<p>Mas é algo que dificilmente nos enriquece e muda. <strong>Esse tipo de viagem proporciona boas memórias. </strong>Mas raramente nos leva a pensar profundamente sobre nós e sobre a vida.</p>
<p>As viagens enriquecedoras não precisam de ter como destino sítios exóticos. Não exigem anos de poupanças, apenas: bom planeamento, coragem e força de vontade. <span style="color: #000080;"><strong>Então, porque raios é tão difícil encontrar companhia para este tipo de aventuras?</strong></span></p>
<p>Bem, a verdade é que os nossos amigos hão-de ter sempre muito trabalho, problemas financeiros, dilemas pessoais e outras desculpas quaisquer para não terem que alinhar nos nossos planos de viagem malucos.</p>
<p>Alguns alinham. É verdade. Mas se queres que viajar seja uma actividade constante na tua vida não te podes contentar com as raras vezes que alguém está disposto a pegar na mochila e ir contigo à procura do fim do mundo.</p>
<p>Porque esse tipo de viagens é aterrador. Imprevisível. Mágico. <strong>E portanto, exige coragem, muita coragem e uma mente aberta.</strong></p>
<h2><span style="color: #000080;"><strong>As dicas, sem mais demoras…</strong></span></h2>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>1. Planear, planear, planear</strong></span></p>
<p>A primeira viagem a <em>solo</em> pode ser uma experiência aterradora. Eu sei que o foi para mim. E continuo a sentir-me maldisposta sempre que tenho que ir sozinha para um sítio novo e desconhecido. Mas não é por isso que vou deixar de o fazer.</p>
<p><strong>Algo que me ajuda imenso é ter sempre um plano. </strong>Sou uma medricas, confesso. Tenho muito medo de viajar sozinha. Quando tenho um plano de viagem bem estruturado mal tenho tempo para ceder ao medo da solidão.</p>
<p>Se tiveres um bom plano, sabes que tens que ir de <span style="color: #000080;"><strong>A</strong></span> para <span style="color: #000080;"><strong>B</strong></span> pelo caminho<span style="color: #000080;"><strong> X</strong></span>. Tens objectivos e esses objectivos põe a tua mente a trabalhar de forma construtiva. Com um plano podes superar o teu medo do desconhecido. Porque, aconteça o que acontecer sabes que o plano não te vai falhar,<strong> é a tua bússola.</strong></p>
<p>Para fazer um bom plano ajuda ter um bom guia, um bom mapa e, se possível conhecimento de quem já visitou o teu local de destino. E, como é óbvio, a internet é um lugar fabuloso para encontrar todo o tipo de informações.</p>
<p><strong>Não tenhas medo de perder tempo a elaborar o teu plano. </strong>É algo que vai tornar a tua confiança mais sólida e te vai tornar menos susceptível a sofrer de angústia com os percalços de qualquer viagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>2. Se tiveres um medo particularmente forte de algo que te possa acontecer em viagem – precavem-te.</strong></span></p>
<p>Pensa antecipadamente naquilo que farias diante de determinada situação. No caso improvável do teu medo acontecer estarás mais do que preparado para lidar com ele.</p>
<p>Podes confiar no teu plano em vez de depositares a tua confiança no raciocínio distorcido que acompanha sempre momentos de pânico. Pergunta-te seriamente: <strong>Se isto acontecesse, o que poderia eu fazer para atenuar as consequências?</strong></p>
<p>Pensa em várias alternativas. <strong>Eu sei que estes planos se podem revelar completamente inúteis na tua viagem. </strong>Porque, num mundo desconhecido é impossível prever aquilo que pode acontecer. Mas se fores precavido estarás a reforçar a tua confiança enquanto viajante solitário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong> 3. Procura conselhos de quem já fez viagens do tipo “à descoberta”</strong></span></p>
<p>Ninguém tem que nascer ensinado. E tendo em conta que viajar à descoberta é uma actividade complexa que exige empenho é errado desejar que tudo corra bem à primeira.</p>
<p>Ter a experiência de outros pode fazer toda a diferença. E ajuda a tornar a viagem muito mais agradável e produtiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>4. Viajar não muda a tua personalidade, apenas potencia o que já lá está<br />
</strong></span></p>
<p>Viajar é quase uma desconstrução da personalidade de cada um. Os viajantes podem sentir que afinal, aquilo que tomavam como certo ou aquilo que pensavam saber sobre si mesmos não está nem perto da realidade.</p>
<div id="attachment_909" class="wp-caption aligncenter" style="width: 570px"><a rel="attachment wp-att-909" href="http://www.arevolucaodamente.com/dicas-para-os-viajantes-solitarios/imgp3959/"><img class="size-full wp-image-909" title="IMGP3959" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/IMGP3959.jpg" alt="" width="560" height="419" /></a><p class="wp-caption-text">Parque do Retiro, Madrid | Imagem própria</p></div>
<p style="text-align: center;">&nbsp;</p>
<p>A minha dica é que <strong>mantenhas as tuas expectativas controladas. </strong>Caso contrário arriscas-te a ter uma valente desilusão.</p>
<p>Viajar, e mesmo viver noutro país não é solução mágica para nenhum dos teus problemas. Aliás, quando saímos da nossa zona de conforto o mais certo é que trazermos os nossos problemas connosco.</p>
<p>O fantástico da viagem é que nos permite reescrever aquilo que somos. <strong>Mas isso demora o seu tempo.</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>5. Carrega algo que te faça sentir seguro</strong></span></p>
<p>A não ser que planeies fazer uma viagem ao Texas não te recomendo que carregues uma arma, ok?</p>
<p>Mas para qualquer outra parte do mundo, levar um objecto pessoal que nos lembre a nossa casa, ajuda a que nos sintamos seguros. O objecto não precisa de ser sempre o mesmo, o ideal é que esteja à vista, ou acessível e que<strong> te transmita a sensação de que não estás sozinho e desligado do mundo.</strong></p>
<p>Ás vezes esse objecto pode ser um telemóvel que, com um simples clique te pode pôr em contacto com alguém que ames. Pode ser uma máquina fotográfica, uns óculos de sol. <strong>Podem ser coisas banais aos olhos dos outros, coisas que só tu entendas o significado.</strong></p>
<p>Assim que já tenhas alguma experiência em viagem, gradualmente, deixarás de precisar tanto desses objectos. Passarás a experimentar uma segurança interna que não necessitará de coisas externas para se manter forte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>6. Sai dos caminhos convencionais</strong></span></p>
<p>Pergunta aos locais que sítios interessantes poderias visitar. E por locais digo, empregados de um restaurante onde pares para almoçar. O senhor que vende jornais, o dono do albergue onde fiques hospedado, alguém que encontres na rua e que tenhas a oportunidade de abordar.</p>
<p>Especialmente em meses de verão torna-se quase impossível desfrutar de uma boa viagem. Demasiados turistas com as suas câmaras e companheiros de excursão. Demasiado <em>stress</em> e confusão, pelo menos para mim.</p>
<p>Por isso,<strong> visitar sítios diferentes irá certamente proporcionar-te uma experiência diferente.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #000080;"><strong>7. Perde-te</strong></span></p>
<p>Mas convence-te que vais em direcção a algum lugar.</p>
<p>Para mim esta é parte mais difícil da viagem solitária. Por isso, sempre que quero perder-me, deliberadamente, levo um mapa. Caso contrário, o medo de estar perdida pode arruinar, por completo, a minha experiência.</p>
<p>Estar perdido é também uma das experiências mais poderosas de uma viagem solitária. <strong>Mas não te queiras atirar de cabeça se ainda não te sentes preparado.</strong></p>
<p>Para te preparares podes escolher um caminho mais longo entre o local onde estás agora e aqueles que queres alcançar. Podes seguir uma intuição que te diz para virar à esquerda em vez de seguir em frente. Podes quebrar o teu plano. Parar em sítios inesperados e tirar fotos a situações que pareçam banais aos olhos das outras pessoas.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Todos os que andam perdidos vão para algum lugar, só que ainda não sabem que lugar é esse!</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><strong>Ainda com medo de viajar?</strong></span></h2>
<p>Uma dica para o caminho: <strong>faz turismo na tua própria cidade.</strong> Tenho a certeza que existem dezenas de lugares inesperados que não sabias que existiam, prontos para serem descobertos.</p>
<p>A viagem solitária requer uma coragem que se constrói com o tempo. Sempre me disseram que era medricas e tímida demais para abandonar as sais dos meus pais. Então, à primeira oportunidade decidi ir sozinha para Madrid. Sobrevivi.</p>
<p><strong>Se eu consegui, tu também consegues, </strong>tenho a certeza.</p>
<p>A todos os viajantes solitários: adorava ouvir as vossas dicas e experiências. A todos os que desejam viajar mas ainda não encontraram a coragem: adorava conhecer as vossas dúvidas.</p>
<p><em><strong>Um grande abraço e até breve</strong></em></p>
<div class="shr-publisher-896"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --> <img src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=896" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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		<title>Ser escritor na era digital</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jun 2011 11:32:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Melhora a tua escrita]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[escrita pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma crença que muitos aspirantes a escritor carregam (incluindo eu, nos meus dias menos bons) é que apenas serão “bons” quando receberem alguma prova de que sociedade reconhece e aprecia o seu talento. Isto porque a escrita é uma actividade que requer uma certa dose de solidão e vem acompanhada por alguma frustração. Depois de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Uma crença que muitos aspirantes a escritor carregam (incluindo eu, nos meus dias menos bons) é que apenas serão “bons” quando receberem alguma <strong>prova de que sociedade reconhece e aprecia o seu talento.</strong></p>
<p>Isto porque a escrita é uma actividade que requer uma certa dose de solidão e vem acompanhada por alguma frustração. <strong>Depois de horas de trabalho, inocentemente, desejamos que toda a gente goste de nós.</strong></p>
<p>É normal carregar essas expectativas. Afinal de contas, nos primeiros tempos estamos tão inseguros na nossa arte, que nos tornamos dependentes da opinião e atenção dos outros.</p>
<h5 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-885" href="http://www.arevolucaodamente.com/ser-escritor-na-era-digital/calligraphy/"><img class="aligncenter size-full wp-image-885" title="Calligraphy" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/Calligraphy.jpg" alt="" width="576" height="383" /></a>Calligraphy | créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/miskan/4742712/" target="_blank">Mark</a></h5>
<p>A grande treta é que estas expectativas nos tornam emocionalmente instáveis. Se aparece alguém que nos elogia o nosso ego explode em proporções impensáveis, contudo, se, no momento seguinte aparece alguém que nos critica, tornamo-nos na pessoa mais miserável do mundo.</p>
<p><span id="more-884"></span>Viver a vida como uma bomba relógio emocional é algo que, gradualmente, vai enfraquecendo a nossa escrita. Por isso, em primeiro lugar é preciso que te libertes dessa montanha russa. E podes fazê-lo se reconheceres uma simples verdade:</p>
<p><strong>Nem todos vão gostar de ti.</strong> E o mais importante é saber que as pessoas certas vão gostar de ti. Não precisas que o mundo inteiro te ame e te sustente para que possas viver da tua escrita. Vamos fazer um jogo:</p>
<p>Escolhe um número. Não um número qualquer, escolhe quanto gostarias de receber num mês pela tua escrita.</p>
<p>Já escolheste? Boa. Vou abrir o meu jogo contigo, o meu número mágico, nesta altura da minha vida é 3000€ (cerca de R$ 6800).</p>
<p>Podemos usar o meu número como ponto de referência. Imagina o valor mais baixo que podias cobrar por um produto teu (um livro, por exemplo): 1€ (cerca de R$ 2,29)? Significaria que 3000 pessoas teriam que te pagar 1€ por mês…</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>Achas que é muito?</strong></span></h3>
<p>Estima-se que a população mundial chegue aos <strong>7 mil milhões no próximo ano.</strong> 3000 parece um número bem pequeno em comparação.</p>
<p>Mas nem precisamos de ir tão longe. Estima-se que já somos cerca de<a href="http://www.tvciencia.pt/tvcnot/pagnot/tvcnot03.asp?codpub=26&amp;codnot=8" target="_blank"><strong> 240 milhões a falar português</strong></a>. 3000 é um número bem tímido em comparação, <strong>não te parece?</strong></p>
<p>Fiz este jogo por uma razão muito simples: <strong>o mundo é imenso. </strong>Para seres bem sucedido não precisas que essa montanha de gente te reconheça, aplauda e dê dinheiro. Aliás, precisas apenas que uma pequena parcela da população o faça.</p>
<p>Por isso, em vez de te dedicares aos 240 milhões que nunca se vão importar com a tua escrita. Dedica-te aos 3000 para os quais a tua escrita estará carregada de significado.</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>A boa escrita é pessoal.</strong></span></h3>
<p>Caso contrário cairemos na asneira de praticar o <strong>politicamente correcto</strong> e passar a soar igual a todos os outros escritores.</p>
<p>Como se escreve chega, por vezes, a ser mais importante do que aquilo que se escreve. Nunca te aconteceu leres um livro com uma história banal e não o conseguires largar? E nunca te aconteceu sentir uma pontada de tédio num romance com uma história forte, mas com uma escrita fraca?</p>
<p>Portanto, vou voltar ao mesmo: <strong>uma escrita forte é pessoal.</strong> O pessoal – os teus sentimentos, crenças e experiências – é o que te diferencia dos outros escritores. E é com o pessoal que deves começar.</p>
<p>A escrita pessoal passa muito por umas atitudes muito simples:</p>
<ul>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Escreve para ti ou para uma pessoa que ames.</strong></span>Todas as outras pessoas não interessam. Porque<strong> escrever para encaixar numa audiência perfeita é suicídio criativo.</strong> Com a internet as tuas ideias podem chegar até aos confins do mundo, algures no teu caminho vais-te cruzar com pessoas que se sentem atraídas pelas tuas ideias. Pessoas à quais tens muito para oferecer.Podes tentar vender sapatilhas de corrida a um manco. Mas sabes que, na verdade, ele não precisa delas. Assim como um manco não precisa das sapatilhas, há muitas, aliás, imensas pessoas neste mundo para quais as tuas ideias são ridículas e desnecessárias. A essas não podes ajudar. Aceita isso. Porque não precisas de agradar a 7 mil milhões de pessoas… aliás, agora já sabes qual é o teu número mágico.</li>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Deixa de lado o politicamente correcto.</strong></span>Escreve asneiras, palavrões, expressões sem sentido. Escreve, só porque podes. A boa escrita não é a escrita do “Maria vai com as outras”, a boa escrita tem que ser memorável. E para que a escrita se torne memorável ela tem que se mais do que uma espiral incansável de factos.<strong>Sê idiota por 30minutos. </strong>O que tens a perder? Não estou a dizer para insultares as pessoas, estou a dizer para largares aquela fera indomável que manténs cuidadosamente escondida de olhares indesejados. Para que a tua escrita seja memorável vais ter que a soltar.</li>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Diverte-te. Sim, leste bem. Muito bem.</strong></span>Quando escrevemos apenas por compromisso, ou quando escrevemos aquilo que pensamos ser importante para os outros a escrita deixa de ser divertida. E se não te estás a divertir, é pouco provável que os teus leitores se divirtam.Quando já escreves há algum tempo é normal que os teus sentimentos mais profundos (mesmo aqueles dos quais não estás consciente) saltem para o papel. E se começas a ficar farto dum texto, o mais provável é que os teus leitores se apercebam disso e aproveitem a oportunidade para fugir.</li>
<li><span style="color: #000080;"><strong>Escreve quando não tens vontade.</strong></span>O que significa escrever? Não te estou a perguntar o que significa para ti. Imagina que tens que o explicar a uma criança pequena, em que termos o farias? Eu diria algo do género:Escrever significa agrupar palavras para que elas formem frases. E juntar frases para que elas formem parágrafos e textos. E este conjunto de palavras serve para dar forma a pensamentos.
<p>Portanto, escrever significa dar forma a pensamentos. E isso é difícil para caraças.</p>
<p>Lembraste daquele dia em que estavas estupidamente inspirado e te sentaste a escrever? Escreveste durante horas, dando pulinhos de emoção com a adrenalina que te corria pelas veias.</p>
<p>Quando não tinhas mais para dizer fechaste o caderno ou o computador e foste viver o resto do teu dia com um fervoroso entusiasmo. No dia seguinte vais ler o que escreveste e apanhas uma valente desilusão.</p>
<p>O que se passou aqui foi muito simples: <strong>a tua mente acaba de reconhecer que a experiência de escrever foi melhor que o resultado. </strong>E isso significa que, instintivamente, tu sabes que <strong>podes fazer melhor, muito melhor.</strong></p>
<p>O que acontece é que isto de dar forma a pensamentos é mais difícil do que parece. Porque, na tua linda cabecinha os pensamentos não se manifestam apenas por palavras, por vezes aparecem misturados com <strong>sons, imagens, cheiros, sentimentos, memórias, associações.</strong> E, infelizmente é impossível transmitir todo o conteúdo da tua mente para um papel. Só ia servir para ficares louco e enlouqueceres a tua audiência no processo.</p>
<p>Por isso é que é preciso escrever muito. Especialmente quando não te apetece ou sentes que não tens nada a dizer. É o mesmo que ganhar massa muscular. Pensa na tua habilidade para a escrita como um músculo. Se não lhe deres o alimento certo e não a treinares com frequência ela começa a atrofiar. <strong>E quando um momento de inspiração te rebenta nas mãos, se não tiveres o teu músculo treinado não vais ter forças para lidar com essa explosão.</strong></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escrever na era digital é uma oportunidade tremenda. Não precisamos de agradar a meio mundo. Precisamos apenas de agradar a um punhado de pessoas.</p>
<p>Não precisamos de correr atrás de editores, podemos publicar por nós próprios. Não precisamos que os nossos artigos sejam aceites por um grande meio de comunicação. Agora basta carregar no botão publicar de um blogue para termos a nossa própria publicação.</p>
<p>Apesar de haver mais oferta e, portanto, mais competição, não é impossível viver da escrita. Porque, ao mesmo tempo que aumenta a oferta, abriram-se também milhares de novos canais de comunicação que nos permitem chegar à nossa audiência sem ter que lidar e agradar a intermediários.</p>
<p>O escritor na era digital tem grandes oportunidades, só tem que aprender a aproveitá-las. <span style="color: #000080;"><strong>Não achas?</strong></span></p>
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		<title>9 razões para admirar a Lady Gaga</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 09:53:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Lady Gaga]]></category>
		<category><![CDATA[preserverança]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[Stefani Joanne Angelina Germanotta sempre se sentiu uma estranha. Alheia à mentalidade que predominava entre os jovens da sua idade. Ninguém podia prever que abraçar as suas qualidades únicas a conduziria a uma fama monstruosa. Da mesma forma que não poderiam prever que, aos seus 24 anos de idade, esta miúda nascida e criada em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><strong>Stefani Joanne Angelina Germanotta </strong>sempre se sentiu uma estranha. Alheia à mentalidade que predominava entre os jovens da sua idade.</p>
<p>Ninguém podia prever que abraçar as suas qualidades únicas a conduziria a uma fama monstruosa. Da mesma forma que não poderiam prever que, aos seus 24 anos de idade, esta miúda nascida e criada em Nova York iria ser conhecida mundialmente como <span style="color: #003366;"><strong>Lady Gaga</strong></span>.</p>
<h5 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-872" href="http://www.arevolucaodamente.com/9-razoes-para-admirar-a-lady-gaga/lady-gaga/"><img class="aligncenter size-full wp-image-872" title="Lady Gaga" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/Lady-Gaga.jpg" alt="" width="576" height="477" /></a>Lady Gaga at CES 2010 | créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/loritingey/4255484560/" target="_blank">Lori Tingey</a></h5>
<p>A minha admiração pela cantora e compositora não foi do tipo <em>&#8220;amor à primeira vista&#8221;</em>. Na verdade, a primeira vez que ouvi as suas músicas pensei estar a assistir ao delírio de uma artista que tinha ido longe demais para se destacar da sua concorrência.</p>
<p>Mas os meses foram passando, o nome de Gaga correu o mundo e a <strong>sua fama não parou de crescer</strong>. Foi por aí que comecei a ficar intrigada: <span style="color: #003366;"><strong>o que veriam os seus fãs naquela excêntrica que gostava de chocar com as suas roupas berrantes e comportamentos tão pouco convencionais?</strong></span></p>
<p><span id="more-870"></span>Decidi começar a ouvir realmente aquilo que a artista tinha a dizer. O que descobri foi surpreendente. As atitudes fortes da cantora podem ensinar-nos inúmeras lições sobre <strong>sucesso e criatividade</strong>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>1. A personalidade e a história pessoal são importantes</strong></span></h2>
<p>Muitas pessoas tentam esconder as partes de si mesmas que as fazem sentir envergonhadas. Gaga não podia ser mais transparente. A sua história de vida é algo que ela nunca escondeu e isso fortaleceu a sua arte.</p>
<p><strong>As falhas não enfraquecem as pessoas.</strong> Os defeitos são apenas excelentes pontos de partida para criarmos a vida que sempre sonhamos.</p>
<p>E o fantástico em explorar aquilo que nos torna diferentes reside no facto da<strong> nossa perspectiva única sobre a vida poder ajudar a libertar muitas pessoas.</strong></p>
<p>Abraçar as nossas diferenças e distanciarmo-nos da &#8220;manada&#8221; é uma das coisas mais difíceis e dolorosas que qualquer ser humano pode fazer. No entanto, continuar a seguir a &#8220;manada&#8221; não nos levará a nenhum lugar inesquecível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><strong><span style="color: #003366;">2. Valoriza os teus fãs</span></strong></h2>
<p>Gaga chama aos seus fãs de <em><strong>&#8220;little monsters&#8221;</strong></em>. À partida pode parecer uma atitude narcisista. No entanto, apenas mostra que, para ela, os fãs não são apenas pessoas que gostam da sua música, são muito mais que isso. A artista comunica constantemente com os seus fãs. E, ao que tudo indica, por muito que a sua fama cresça Gaga nunca se esquece das pessoas que a ouvem e respeitam.</p>
<p>Muitos artistas vivem desligados dos seus fãs como se estes fossem um zumbido incómodo. Eles ignoram que o seu <em><strong>feedback</strong></em> é extremamente enriquecedor.</p>
<p>O contacto com outras pessoas traz-nos sempre uma perspectiva diferente sobre as nossas capacidades. E, para além de ser motivador pode ajudar-nos a crescer enquanto pessoas e enquanto profissionais.</p>
<p>A comunicação com aqueles que convivem de perto com o nosso trabalho <strong>desafia-nos sempre a superar os nossos feitos. </strong>Acredito que, para provocarmos um grande impacto na vida dos outros, primeiro, temos que deixar que os outros provoquem mudanças em nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>3. Explora territórios &#8220;mortos&#8221;</strong></span></h2>
<p>Até agora os videoclipes eram apenas uma extensão das próprias músicas e, raramente, o vídeo trazia à música um novo significado.</p>
<p>Com Gaga os videoclipes são verdadeiros enigmas. A artista e aqueles que apoiam a sua carreira foram capazes de transformar algo estático que não trazia nada de novo,<strong> num novo meio capaz de enriquecer a própria música.</strong></p>
<p>Nos tempos que correm os escritores (só para dar um exemplo) não se podem limitar a ser escritores e a viver na penumbra. Se querem realmente ter um impacto profundo no mundo não podem fazer exactamente o que os outros fazem. <strong>Têm que procurar novas formas de expressão que estão a ser descuradas pelos outros profissionais da área e explorá-las.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>4. Define a tua mensagem</strong></span></h2>
<p>Muitas vezes tudo o vemos é o óbvio. É muito fácil criticar seja quem for se desconhecermos as suas razões para fazerem o que fazem.</p>
<p>Lady Gaga tornou-se poderosa e adorada pela mensagem que quer transmitir. Uma mensagem que é maior que ela própria. Gaga, que sempre se sentiu uma <em><strong>&#8220;freak&#8221;</strong></em> entre os seus pares transmite uma mensagem de <strong>amor-próprio e de aceitação das nossas diferenças.</strong></p>
<p>Todos temos mensagens a transmitir. As nossas mensagens não podem ser ocas nem fabricadas. Têm que nascer das nossas próprias experiências e sentimentos.</p>
<p>Todos temos uma visão única do mundo e trazê-la à luz do dia pode inspirar muitas pessoas ou, pelo menos, mostrar-lhes que não estão sozinhas com os seus problemas e preocupações.</p>
<p>A nossa mensagem acaba por mudar com o tempo, porque a própria vida está longe de ser estática. No entanto, definir e explorar essa crença enraizada, poderosa e motivadora que temos sobre a vida pode ser um excelente combustível que nos ajudará a refinar os nossos talentos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>5. O sucesso não é a última paragem</strong></span></h2>
<p>Nos dias que correm a palavra sucesso é usada e abusada. No entanto, raramente mencionamos que, <strong>mais difícil que obter um certo nível de sucesso é mantê-lo.</strong></p>
<p>O sucesso não é última paragem. Não é o local onde podem cessar todos os nossos esforços e nos podemos sentar e receber todos os louros pelos nossos feitos sem termos que mexer uma palha.</p>
<p>O sucesso é apenas mais um ponto de partida. <strong>Não deve ser nunca o nosso destino final. </strong>Porque não podes pegar no sucesso, arrumar as tuas coisas e desligar todos os teus projectos só porque cruzaste essa porta.</p>
<p>Uma das coisas que mais admiro em Gaga é a sua <strong>voracidade pela inovação.</strong></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong><a rel="attachment wp-att-874" href="http://www.arevolucaodamente.com/9-razoes-para-admirar-a-lady-gaga/lady_gaga-alejandro4-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-874" title="Lady_gaga-alejandro4" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/Lady_gaga-alejandro41.jpg" alt="" width="576" height="310" /></a></strong>créditos: <a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/ff/Lady_gaga-alejandro4.jpg" target="_blank">Naomi Lir</a> [<a href="www.creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0" target="_blank">CC-BY-SA-2.0</a>], via Wikimedia Commons</h5>
<p>Apesar dos bilhetes para a sua tourné mundial terem esgotado, Gaga continuou a ter prejuízo porque, mais do que um concerto, <strong>ela quis criar uma experiência enriquecedora</strong>, diferente e complexa para os seus fãs. Com o nível de sucesso que alcançou Gaga podia ter-se conformado com o formato habitual de uma tourné. Mas ela quis ir mais longe e dar mais do que aquilo que as pessoas esperavam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>6. Não olhes para trás</strong></span></h2>
<p>Gaga é uma &#8220;máquina&#8221; produtora de sucessos. E isso não acontece por a cantora passar dias a lamuriar-se sobre tempos passados e músicas falhadas (sim, ela teve algumas antes de começar a ter sucesso). As novas ideias não podem fluir se continuarmos agarrados às antigas.</p>
<p><strong>Por isso é preciso definir um ritmo e prazos para nós próprios. </strong>Se estivermos constantemente à procura de novas ideias quase certamente não iremos cair no erro de nos agarrarmos a ideias antigas que falharam. A produção constante evita esse apego à criação passada e permite-nos manter sempre uma perspectiva fresca e original sobre o nosso trabalho.</p>
<p>Caso contrário corremos o risco de fossilizar. Ou seja, corremos o risco de parar de evoluir e de sofrer uma <strong>&#8220;morte criativa&#8221;</strong>. E se isso acabar por acontecer o nosso sucesso tornar-se-á apenas uma lembrança que iremos recordar com carinho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>7. Nada importa se não estás disposto a arriscar</strong></span></h2>
<p>Lady Gaga arrisca muito ao expôr-se da forma que se expõe. É uma pessoa destemida que aceitou plenamente a responsabilidade pelas suas acções e não foge às consequências.</p>
<p>Para termos sucesso em áreas que exigem criatividade é necessário, mesmo para a nossa motivação, arriscarmos. <strong>Fazermos apostas altas e desenvolvermos a confiança nas nossas capacidade.</strong> Um artista que se esconde é um artista que não arrisca nada e que, por isso, não tem nada a perder. E isso não é inspirador para os fãs, nem é fonte de motivação para o próprio artista.</p>
<p>Se queres uma vida plena é preciso que aprendas a complexa arte de apostar alto nas tuas próprias capacidades. E, depois de o fazeres, é preciso também que te prepares para lidar com as consequências: sejam elas um estrondoso sucesso ou um miserável fracasso.</p>
<p>Arriscar passa muito por ser consciente de que temos muito a perder se não tentarmos um plano arrojado. Porque se não tivermos nada a perder, é difícil continuarmos a lutar motivados por um pedaço de ilusão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>8. Estuda casos de sucesso</strong></span></h2>
<p>Gaga pode parecer um pouco<em><strong> &#8220;gaga&#8221; </strong></em>(louca &#8211; tradução literal do inglês) devido às suas atitudes. Mas a artista não podia estar mais longe disso. Na verdade, ela considera-se uma estudiosa da arte da fama, e dedicou muito do seu tempo a tentar perceber como outros cantores obtiveram, mantiveram e perderam a sua fama.</p>
<p>A artista não dorme em serviço e <strong>é a prova de que o sucesso tem muito de planificação e muito pouco de sorte.</strong> O que não falta neste mundo são pessoas talentosas. Apenas temos que compreender aquilo que separa os talentosos bem-sucedidos daqueles que viverão, para sempre, na escuridão.</p>
<p>Não podemos esperar que o nosso talento cubra todas as nossa falhas. <strong>O talento não é a cola que mantém tudo unido</strong>, é apenas a matéria prima. Se queres alcançar o sucesso deves olhar à tua volta e procurar conhecimento e lições naqueles que conseguiram conquistar aquilo que tanto ambicionas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="padding-left: 30px;"><span style="color: #003366;"><strong>9. Existem críticas que devemos ignorar</strong></span></h2>
<p>As escolhas e acções arrojadas de Gaga trouxeram-lhe uma legião de fãs e, com ela, um legião de críticos. Os críticos podem dividir-se. claramente em dois grupos:</p>
<ul>
<li><span style="color: #003366;"><strong>Os críticos destrutivos: </strong></span>aqueles que a criticam por ser diferente e não se esforçam para a perceber;</li>
<li><span style="color: #003366;"><strong>Os críticos construtivos:</strong></span> pessoas que percebem bastante sobre música e arte e não se contentam com aquilo que ouvem dizer sobre Gaga, preferem antes investigá-la antes de formar uma opinião sobre o assunto.</li>
</ul>
<p>No entanto, nos tempos que correm, parece que apenas existem críticos destrutivos. <strong>E Gaga têm-nos aos montes.</strong></p>
<p>O que significa que uma certa dose de sucesso não torna os profissionais imunes a este tipo de críticas. Elas são o reflexo de uma sociedade que se torna cada vez mais superficial e intolerante.</p>
<p>Cada vez mais as pessoas têm uma opinião sobre tudo e todos. Contudo, <strong>essas opiniões raras vezes têm fundamento e factos para as apoiar.</strong> Vivemos numa época em que nos contentamos com os títulos e, automaticamente nos tornamos <em><strong>&#8220;peritos&#8221;</strong></em> num tema. E, sem sabermos estamos a deixar, gradualmente de pensar por nós próprios. <strong>O que nos torna vulneráveis à influência dos grandes meios de comunicação.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #003366;"><strong>Conclusão</strong></span></h2>
<p>A mensagem que quero que leves deste artigo:</p>
<ul>
<li>Nem tudo aquilo que te chega aos ouvidos é a única verdade.</li>
<li>Se queres sucesso e influência, primeiro tens que te deixar influenciar por aqueles que te rodeiam.</li>
<li>Se queres ser diferente não podes fazer aquilo que os outros têm feito e esperar resultados diferentes.</li>
<li>Sucesso requer planificação, mais do que talento.</li>
<li>Haverão sempre críticos destrutivos, porque eles são o reflexo de uma sociedade que, automaticamente excluí todos os que não se encaixam nas suas regras silenciosas.</li>
<li>Estuda bem o teu ofício e o percurso de outros profissionais: a resposta que procuras está lá.</li>
</ul>
<p><span style="color: #003366;"><strong>O que pensas sobre Gaga e o seu sucesso?</strong></span></p>
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		<title>Como não passar o nosso tempo livre</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 23:19:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[aproveitar o dia]]></category>
		<category><![CDATA[banalidades]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Mathieu Ricard escreveu: “Enquanto os teus dias são finitos, as actividades banais são como as ondas do mar – não se esgotam.” em Art of Meditation Com esta frase Ricard queria relembrar-nos da nossa mortalidade. E, com isso, expor a verdadeira natureza das coisas banais, às quais, muitas vezes nos entregamos sem esforço ou pena. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.matthieuricard.org/en/index.php" target="_blank">Mathieu Ricard</a> escreveu:</p>
<blockquote><p><strong>“Enquanto os teus dias são finitos, as actividades banais são como as ondas do mar – não se esgotam.”</strong></p>
<h5 style="text-align: right;">em <strong><a href="http://www.amazon.com/gp/product/1848870752/ref=as_li_tf_tl?ie=UTF8&amp;tag=arevoldamente-20&amp;linkCode=as2&amp;camp=217153&amp;creative=399349&amp;creativeASIN=1848870752">Art of Meditation</a><img style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="http://www.assoc-amazon.com/e/ir?t=arevoldamente-20&amp;l=as2&amp;o=1&amp;a=1848870752&amp;camp=217153&amp;creative=399349" border="0" alt="" width="1" height="1" /></strong></h5>
<p><strong> </strong><strong> </strong></p></blockquote>
<p>Com esta frase Ricard queria relembrar-nos da nossa <strong>mortalidade. </strong>E, com isso, expor a verdadeira natureza das coisas banais, às quais, muitas vezes nos entregamos sem esforço ou pena.</p>
<p>Ricard pensava em meditação enquanto escrevia esta frase. O pensamento, no entanto, continua válido para qualquer actividade humana que exija um distanciamento dessas banalidades. <strong>Como as actividades que requerem criatividade, disciplina e concentração.</strong></p>
<h4 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-853" href="http://www.arevolucaodamente.com/como-nao-passar-o-nosso-tempo-livre/a-cow-boy/"><img class="aligncenter size-full wp-image-853" title="a cow boy" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/06/a-cow-boy.jpg" alt="" width="576" height="384" /></a>A cow boy | créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/nagatta/4979024916/in/photostream/" target="_blank">Steven Kim</a></h4>
<p>&nbsp;</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>As actividades banais, em comparação, são fáceis.</strong></span></h3>
<p>Muito fáceis. Mantêm-nos ocupados, cativos e reféns dos impulsos que não nos esforçamos por entender.<span id="more-851"></span></p>
<p>E, numa era em que a rapidez parece ter substituído a concentração pela superficialidade, as banalidades ganharam solo fértil para crescer.</p>
<p>No entanto, <strong>existe um limite na quantidade de ar que podemos forçar para dentro de um balão</strong>. A partir daí o material tornar-se-á demasiado frágil. E mesmo que deixes de soprar, o balão jamais voltará à sua forma original.</p>
<p>Algo de semelhante se passa connosco.</p>
<p>Embora o nosso cérebro tenha uma brilhante capacidade de recuperação, à sempre um limite à quantidade de informação (banal ou não) que podemos absorver. A partir desse limite aguarda-nos um período de pesada apatia em que deixaremos de ser capazes de processar aquilo que se passa à nossa volta.</p>
<h3><strong><span style="color: #000080;">As banalidades não se esgotam mas deixam marcas em nós.</span></strong></h3>
<p>São leves porque são fáceis e, por isso, não sentiremos quaisquer dificuldades em iniciá-las. Basta um clique e estamos <em>online</em> no Facebook e quase nem gastamos calorias no processo.</p>
<p>E porque não nos custa começá-las é fácil perdermos a noção do tempo quando andamos de trás para frente entre páginas infinitas de informação que vamos absorvendo rapidamente como faríamos com comida num banquete.</p>
<p>Banalidades no fundo são actividades que consomem o nosso tempo (e dinheiro). São, na verdade, <strong>um mau investimento.</strong></p>
<p>É quase como comprar um carro em tempos de escalada no preço do combustível. Por isso, fica um bocado ridículo pensar que essas actividades nos trarão frutos no futuro.</p>
<p>O Facebook, a televisão, as horas passadas a navegar na internet entre vídeos engraçados e notícias trágicas… São tudo coisas que nos preenchem, mas que nunca nos poderão alimentar.</p>
<h3><span style="color: #000080;"><strong>O entretenimento é a palavra de ordem neste momento</strong>.</span></h3>
<p>Quem sabe, daqui a alguns anos os historiadores nos classifiquem como humanóides sem cérebro que viviam fascinadas pela tecnologia sem serem capazes de se distanciar das coisas banais.</p>
<p>Mas já me estou a adiantar um bocado. O que eu queria dizer com toda esta história é que, no meio da banalidade quase nos esquecemos do que significa <strong>não fazer nada.</strong></p>
<p>Os nossos tempos de ócio estão armados de entretenimento até aos dentes. E <strong>livrem-nos de ficar sem acesso à internet ou à televisão!</strong></p>
<p>Vivemos saturados das notícias e, contudo, não somos capazes de nos distanciarmos desse dramatismo trágico que expõe o pior de nós de forma gratuita. Vivemos saturados de intrigas, mortes, corrupção, contudo, esse é o tema de conversa na nossa hora de almoço.</p>
<p>E ao vivermos saturados deixamos de viver de todo.</p>
<p>As plantas não crescem em solo esgotado. Por isso se praticou durante muito tempo o pousio.</p>
<p>Às vezes precisamos de praticar com a nossa mente esse pousio. Colocar o entretenimento em<em> stand-by</em> e, entregarmo-nos ao momento.</p>
<p>Ir às compras, dar um passeio no parque, cantar no chuveiro, comer um gelado, correr à chuva…</p>
<p>Ao afastarmos a nossa mente da torrente infindável de informação o tempo passa a correr mais devagar. A nossa criatividade tem finalmente a oportunidade para vir à tona. Depois de tanto tempo enterrada na lama, sufocada com a próxima tragédia do horário nobre.</p>
<p>Não acreditas em mim? Desafio-te a sair deste blog, a desligar o computador e ir espreitar a paisagem pela janela. Tenta vê-la como se fosse a primeira vez… Não te sentes melhor?</p>
<p>Nas eternas palavras de Horácio:</p>
<blockquote><p><em>Carpe diem, quam minimum credula postero</em></p>
<h5>(aproveita o dia, sem te preocupares demasiado com aquilo que o futuro te reserva)<em><br />
</em></h5>
</blockquote>
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		<title>Porque estive ausente</title>
		<link>http://www.arevolucaodamente.com/porque-estive-ausente/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 19:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Reis</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Realização pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[excesso de trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente já notaste a minha ausência. Não era minha intenção deixar este blog ao sabor do vento. Mas as coisas na vida nem sempre correm como sonhadoramente planeamos. E são os imprevistos e os acontecimentos inesperados que nos relembram da nossa insignificância e inexperiência perante a própria vida. créditos Aditya Mopur Mas já estou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- Start Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetTop Automatic --><div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p>Certamente já notaste a minha ausência. Não era minha intenção deixar este blog ao sabor do vento. Mas as coisas na vida nem sempre correm como <em>sonhadoramente</em> planeamos. E são os imprevistos e os acontecimentos inesperados que nos relembram da nossa insignificância e inexperiência perante a própria vida.</p>
<h5 style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-839" href="http://www.arevolucaodamente.com/porque-estive-ausente/hard-work/"><img class="aligncenter size-full wp-image-839" title="hard work" src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/uploads/2011/05/hard-work.jpg" alt="" width="576" height="390" /></a>créditos <a href="http://www.flickr.com/photos/almostinfamous/2914142002/" target="_blank">Aditya Mopur</a></h5>
<p>Mas já estou a divagar.</p>
<p>A verdade é muito simples: comecei a trabalhar. E como qualquer novato sem experiência que se preze estou a viver um descompassado e confuso período de adaptação. As semanas transformaram-se em meses na minha cabeça e cada início de semana soa-me a um anúncio de tempestade.</p>
<p><span id="more-838"></span>Sempre pensei que ia adaptar-me rapidamente a este novo estilo de vida. Afinal de contas fui eu que escolhi este caminho. E, embora não esteja arrependida das minhas escolhas tenho tido dificuldade em lidar com as suas consequências.</p>
<p>Muitas horas de trabalho mal recompensadas deixam a sensação de estar a vender o meu tempo por trocos. E, não fosse eu uma teimosa que adora escrever nunca me sentiria mal pelas horas perdidas entre problemas sem fim.</p>
<p>Felizmente estou habituada a lutar por aquilo que quero. Mesmo que isso implique dar dois passos para trás antes de poder dar um passo em frente. Mesmo que isso implique chocar as pessoas que se limitam a aceitar e a perpetuar as regras “silenciosas” da sociedade.</p>
<p>E com regras “silenciosas” refiro-me à ridícula mentalidade que governa o nosso mercado de trabalho.</p>
<p>Mentalidade que põe aqueles que se sabem organizar e apenas trabalham o tempo estritamente necessário sob uma pesada e violenta onda de críticas. E uma mentalidade que valoriza o número de horas que dedicamos ao trabalho, ignorando que, grande parte dessas horas são passadas a aquecer as cadeiras.</p>
<p>Claro que, para quem não me conhece estas são as conclusões de uma menina mimada que sabe pouco sobre a vida. Mas, do meu ponto de vista parece-me surreal e assustador a facilidade com que abdicamos dos nossos sonhos e princípios em troca de um “modesto” salário.</p>
<p>Mas uma pessoa sábia disse-me: Todo o trabalho é temporário. E isto pôs-me a pensar.</p>
<p>Trabalhar é uma experiência que nos muda profundamente. Mas a maior parte das pessoas limita-se a resignar esquecendo-se que, quando assinamos um contrato não estamos a vender a nossa alma.</p>
<p>Assusta-me a facilidade com que as pessoas desistem em troca de uma estabilidade ilusória. Porque tudo é passageiro. Os nossos chefes são pessoas de carne, osso, sorrisos e lágrimas, tal como nós. E nós não somos organismos dispensáveis. Somos seres especiais.</p>
<p>E viver fechados durante todo o dia, vendo o Sol desaparecer no horizonte antes de retomarmos o nosso caminho para casa é triste.</p>
<p>O problema deste país é trabalharmos demais. Vivermos demasiado para o nosso trabalho.</p>
<p>Porque concentrar toda a nossa energia numa única “janela de acção” não é humano. Nós não somos máquinas. Mas continuamos a agir como tal.</p>
<p>Ignorando que esta clausura diária apenas degrada a nossa energia e a nossa criatividade.</p>
<p>Existem muitas histórias de escritores que nunca mais foram capazes de escrever uma única palavra depois de passarem largos períodos de tempo enclausurados a trabalhar num romance.</p>
<p>Isso devia servir de lição: a criatividade nasce da diversidade. Porque, muitas vezes apenas me lembro da solução para um problema depois de uma boa noite de sono ou depois de um encontro com os meus fantásticos amigos. Tenho a certeza que sentes o mesmo.</p>
<p>Na verdade, acredito que não nascemos para trabalhar. Pelo menos, não nascemos para trabalhar como o temos feito até este momento da história. O trabalho surgiu como necessidade para sustentar o desenvolvimento do país. E, neste momento, não podemos esperar que mais horas signifiquem mais produtividade e mais criatividade.</p>
<p>Porque o que vemos hoje em dia é uma cambada de funcionários que tomam o seu emprego como garantido e passam grande parte do horário de expediente em tarefas inúteis para justificar o seu cargo.</p>
<p>Portanto, vamos ser realistas. Porque nos matamos a trabalhar?</p>
<p>A vida devia ser mais do que isto. Aliás, a vida é mais do que isto. Mas só para aqueles que se atreverem a sonhar e sejam capazes de lidar com as consequências das suas acções.</p>
<div class="shr-publisher-838"></div><!-- Start Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --><!-- End Shareaholic LikeButtonSetBottom Automatic --> <img src="http://www.arevolucaodamente.com/wp-content/plugins/wordpress-feed-statistics/feed-statistics.php?view=1&post_id=838" width="1" height="1" style="display: none;" />]]></content:encoded>
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